terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O que é belo vem da alma
Vem dos astros a nos proteger
Acredite! Viva a sua calma
Não se deixe desmerecer
Visualize mais beleza
Escute a paz da natureza
Sinta toda a energia
E apenas sinta...

O que é belo vem do bem e contagia.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Weightless heart



A insanidade de não usar colete salva vidas

Foi a mesma que me guiou pro aconchego dos seus braços

No risco encontrei a certeza

E andei na corda bamba sem pensar no equilíbrio

Abro os olhos 

De repente estou voando

Sua mão abraçada na minha

Qual é mesmo o significado de medo?


Giovanna Tintori

domingo, 4 de dezembro de 2011

Feito a mão




,arte:
criação
substrata,
inconsciente,
desejo latente,
personificação assimétrica,
humanizada e estética.
Ousadia fluente,
crescente,
decrescente,
inconsistente,
simples
"euforismo"
poético:
Arte...


Bárbara Leal

Lacunas Emergentes




A poesia está lá
Nas favelas, morros e vielas
Nas lacunas e becos apertados
Até que a natureza chore
A rima chove lágrimas laranjas,
Por cima do olhar da laje
Sonhando destino conquistado

Mas a beleza
É a esquina que os esconde
Do mundo ao lado
Do jogo nas ruas
Dos macetes da rodada
Na vida crua
Na distinção encantada
Orando paz



Bia Jabour

Insanidade Política


Ao me deparar com notícias do nosso cotidiano confuso, dos manifestos conscientes de pessoas que desejam simplesmente o extermínio daquilo que a atual política nos submete - a tal da corrupção - questiono de imediato até que ponto é suportável à vivência humana imensa discrepância. E aproveitando a data comercial que se tornou o Dia das Crianças, por que não pegar daí um gancho para falar-se da obrigatoriedade de conduzir nossos pequenos a uma maturidade racional, crítica e livre de condutas desviantes as quais observamos no nosso Parlamento (que exemplo de parlamento por sinal). O que pretende esse assistencialismo banal que paga o sujeito para ser bandido?  Fala-se da desordem nas favelas, nas periferias, mas vedam-se os olhos à desordem que se tornou o Governo Brasileiro de um modo geral. Seria o Brasil um país de todos... ou de tolos? O questionamento é válido, mas na prática espera-se uma maior reflexão quanto à sustentação dessa geração de políticos insanos... Substituo inclusive sustentação por substituição... E essa parte eu deixo para a geração direcionada socialmente, que tenta abster-se um pouco desse capitalismo tão regente na atualidade. Futuros filósofos, sociólogos, antropólogos, psicólogos, assistentes sociais e outros da área HUMANA, aqui fica o apelo por pesquisas inerentes à nossa realidade e por atuações concernentes às necessidades SOCIAIS. Sem nenhuma fundamentação ideológica em especial, apenas necessitamos de consciência, mas não essa consciência inconsciente que a psicanálise defende... Porém uma consciência fluente do ato intrínseco do ser humano... E aqui, eu sou obrigada a citar a força humanista com a qual me deparo para que guie o homem a reflexão e prática lúcida da onda positiva que irá reger o nosso Planeta, a onda futurista que se espera dos acadêmicos esclarecidos pelas leis histórico-sociais.


Bárbara Leal

Consciência Social

Diante de toda perda, de toda procura: um resgate. E foi em uma das andanças pela madrugada sob brisa a fria e solitária que pude mergulhar no encontro inevitável com alma, com as minhas paixões mais desconhecidas, mais ocultas... Com lado branco e vazio da vida. Branco porque essa é a cor vasta e vazia, que não preenche que parece anular, é a cor do nada, mesmo quando os olhos permanecem insistentemente aberto para ver, o que só a consciência, só individuo embriagado de paz pode tocar. Procurei nas vielas, nas esquinas, nos poucos faróis em altas velocidades, nas prostitutas alvoroçadas nas marquises, nas arvores chorosas mesmo depois da chuva, as razões pertinentes, capazes de justificar as escolhas, as minhas e as que percebo no decorrer dos passos, quis procurar explicação para escrita, quando escrevendo eu derramei uma lágrima! E ai eu compreendi que a poesia, a prosa poética e metafórica existe em mim, independentemente das razões e condições sociais em que me situo, assim como os sonhos estão para as crianças do morro e para os pais das ruas, do relento. Porém uma diferença enorme separa a introspecção dessas realidades. Diferença gritante, alarmante, voraz e triste. Eu posso displicentemente, manter-me acordada, não dormir pra buscar em mim providências para tudo, enquanto os invisíveis e despercebidos moradores do mundo- sem luxo e sem conforto- não podem ao menos descobrir a poesia que os sondam, ou a poesia que eles completam com todas as expressões inevitáveis que o social lhes proporcionam. Não podem como eu abrir o coração e sentir satisfeitos na mesma proporção e plenitude, uma vez que eu procuro preencher a alma, e eles procuram no mundo um lugar pra sobreviver, pra morar, abraçar os filhos e sorrir com calor de uma grande conquista.






Bia Jabour